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Passos Coelho: novo romance |
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Depois dos já longínquos livros de contos de tema rural Histórias Selvagens e Gente da minha terra e de Caramulo, que o Autor chamou ‘crónica romanceada’ e retrata a realidade quotidiana de uma estância sanatorial e a experiência pessoal dum paciente atacado de tuberculose, o escritor vila-realense A. Passos Coelho volta à ficção com um novo romance. O título é Zélia, e tem a chancela da Editora Fronteiras do Caos. A acção gira em torno da problemática do aborto.
O romance será apresentado em Vila Real, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, no dia 5 de Dezembro, às 21h0, por Zita Seabra.
Será também feita uma apresentação no Porto, em data e local ainda a anunciar, pelo Prof. Doutor Daniel Serrão.
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O poeta recordado na última sessão do Ciclo "Poesia Trasmontana e Alto-Duriense" foi Manuel Duarte de Almeida.
Manuel Duarte de Almeida nasceu em Vila Real em 1844 e faleceu no Porto em 1914. Tendo obtido o diploma de farmacêutico, exerceu muito fugazmente essa profissão, após o que conseguiu um lugar de funcionário dos Correios, no Porto, e mais tarde de bibliotecário da Direcção Geral de Instrução Pública, em Lisboa. Poeta altissimamente considerado no seu tempo e traduzido para várias línguas europeias, está hoje praticamente esquecido. Entre as suas obras mais festejadas contam-se o soneto “Aromatografia” e as Estâncias ao Infante D. Henrique.
A sessão teve lugar no dia 11 de Novembro, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.
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Nuno Monteiro: romance de estreia |
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Nuno Monteiro é um jovem escritor natural de Lourenço Marques (actual Maputo, em Moçambique) mas radicado em Vila Real, onde exerce funções docentes. Saiu rcentemente o seu primeiro romance (ou talvez melhor, um misto de romance e ensaio), com o título de O poço – Visões de um caleidoscópio, numa edição da Papiro Editora. Trata-se de uma alegoria dos vícios da sociedade.
O romance foi apresentado no dia 15 de Novembro de 2008, às 17h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Fez a apresentação a também jovem escritora e colega de profissão, Marina Alexandra Carvalho da Rocha, vencedora pela segunda vez do Concurso de Contos de Natal promovido pela Câmara Municipal através do seu Grémio Literário.
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Camilo de Araújo Correia: primeiro aniversário da sua morte |
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Passou no dia 30 de Outubro o primeiro aniversário do falecimento de Camilo de Araújo Correia, um dos maiores escritores que a região do Douro deu. Evocamos a sua memória, lembrando aqui palavras suas a respeito da sua actividade de cronista ímpar:
Apesar das muitas histórias e memórias escritas, tem sido a crónica a expressão literária mais frequente na minha actividade de escritor de horas vagas. Muito vagas. Foi nos imprevistos e raros intervalos da minha intensa vida profissional que pude ceder ao apelo da folhinha de papel, sempre à minha espera.
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Trindade Coelho na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa |
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Trindade Coelho (1861-1908), um dos mais conhecidos e apreciados escritores trasmontanos, foi evocado pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa através de um ciclo de conferências sobre aspectos diversos da sua vida e obra.
O ciclo, intitulado “Trindade Coelho, vida e obra cem anos depois (1908-2008)”, encerrou com uma conferência por Alexandre Parafita (natural de Sabrosa, escritor e investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa), subordinada ao tema “Trindade Coelho, folclorista”. Na verdade, a par da sua obra-prima Os meus amores (contos), Trindade Coelho mostrou interesse pela recolha de elementos do folclore da sua terra, nomeadamente numa obra intitulada O Senhor Sete.
A conferência decorreu no dia 8 de Novembro de 2008, na sede da CTMAD, ao Campo Pequeno.
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Primeiro aniversário da morte de António Cabral |
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Passou no dia 23 de Outubro o primeiro aniversário da morte do grande poeta do Douro. Deixamos aqui, como singela homenagem à sua memória, estes seus versos dos Poemas durienses.
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JUNTO DA VERDE TÍLIA
Ó passos da minha infância,
meu bibe branco, ó vindimas,
o rou-rou, os trigais, ó minha avó,
contos de fadas, romarias,
o ti Sereno construindo muros,
a tia Zefa que era feiticeira,
ó malhadas com muita gente,
meu bibe branco, ó vindimas
em que a Laura cantava, a Laura,
ó festa da Senhora das Dores,
foguetes, música, foguetes,
ó passos da minha infância,
aqui estou,
junto da verde tília.
Estou e amo.
O tempo
é um acto puro, ó meu amor.
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O Ciclo "Poesia Trasmontana e Alto-Duriense" prosseguiu no dia 14 de Outubro com uma sessão dedicada a José Gonçalinho de Oliveira.
Gonçalinho de Oliveira nasceu em 1916 no concelho de Lamego, mas passou a maior parta da vida em Vila Real, onde desenvolveu a sua actividade profissional de funcionário dos CTT. Figura muito discreta e avessa às luzes da publicidade, e tendo embora escrito milhares de poemas, apenas publicou um livro em vida: Musa antiga, de 1958, com prefácio de António Cabral. Em 2005 os Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real publicaram postumamente Poemas.
Nas suas composições descobrem-se ecos da poesia visionária e nebulosa de Teixeira de Pascoais, do pendor reflexivo de Antero de Quental, do terno lirismo de Afonso Duarte, dos frescos madrigais de João de Deus e até dos vilancetes do Cancioneiro geral.
Faleceu em Vila Real, em 21 de Novembro de 1993.
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Modesto Navarro e Alexandre Parafita: Novos livros |
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O escritor António Modesto Navarro, natural de Vila Flor e radicado em Lisboa, com obra muito vasta sobretudo na área da ficção, lançou em 5 de Junho de 2008, na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro da capital, o seu último romance, intitulado Mulher desaparecida a sul. Apresentou o livro Domingos Lobo, de cuja intervenção transcrevemos a parte final: «Mulher desaparecida a sul é, portanto, uma novela vigorosa e sensível, abordando os nossos medos face a um mundo que desaba e do qual não sabemos prever o futuro que virá.»
Também Alexandre Parafita, que já publicou um extenso rol de livros de literatura infanto-juvenil, tem obra nova, ainda nessa área: Lobos, raposas, leões e outros figurões, publicada com a chancela da Texto Editores. Lemos na imprensa: «Com ilustrações de Alberto Faria, esta obra é constituída por sete histórias de animais, recriadas a partir da tradição oral transmontana e narradas numa linguagem lúdica, ritmada e saborosa.»
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O Grémio Literário Vila-Realense acaba de publicar em edição fac-similada o livro Naquele tempo… (Recordações da mocidade), da autoria de Lotelim. Esta edição constitui o número 17 da Colecção Tellus.
O livro é uma colecção de contarelos alegadamente verídicos, protagonizados por diversas figuras típicas de Vila Real nas primeiras décadas do séc. XX. Foi publicado em primeira edição em 1940, na Imprensa Artística, de Vila Real, e no âmbito das Comemorações do Duplo Centenário.
Naquele tempo… foi apresentado por A. M. Pires Cabral, em sessão realizada no dia 23 de Setembro de 2008, às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.
Lotelim é pseudónimo do advogado Joaquim de Azevedo (1870-1950), nascido na povoação de Linhares, S. Tomé do Castelo, concelho de Vila Real, de quem ignoramos outras circunstâncias bio-bibliográficas.
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O padroeiro da Ibéria, de Jorge Laiginhas |
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Jorge Laiginhas é decerto um dos valores mais sólidos da actual literatura de ficção trasmontana e alto-duriense. Senhor de uma técnica narrativa seguríssima, de uma linguagem ágil e bem servida de metáforas, tem vindo a publicar regularmente os seus romances, numa primeira fase muito ligados ao Douro natal e agora, numa segunda fase, mais presos a personagens e factos da vida nacional.
É assim que acaba de surgir, com a chancela de O Quinto Selo, O Padroeiro da Ibéria – D. Nuno Álvares Pereira, título que se afigura contraditório, dado que o Santo Condestável foi exactamente um dos travões ao iberismo, mas que o desenrolar do entrecho acaba por justificar.
Neste romance que se lê dum fôlego, não obstante as suas 260 páginas e a estrutura algo invulgar, Jorge Laiginhas faz a apologia do Iberismo, uma das ideias mais polémicas, mas também mais recorrentes, do nosso pensamento político. De resto esta sua opção pela Ibéria é tão enraizada, que na badana do livro se lê: «Jorge Laiginhas nasceu na aldeia de Safres, Península Ibérica (…)»
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Chegaram ao Grémio Literário Vila-Realense três novos livros de autores nossos. Pela ordem por que os recebemos:
- O sumo das pedras de Bragança, de Pêra Fernandes. O Autor, natural de Palaçoulo, Miranda do Douro, e radicado em Bragança, faz uma ronda pelos edifícios nobres daquela cidade. Embora mais em jeito de crónica e evocação pessoal do que de estudo, vai-nos avançando dados interessantes sobre o notável património arquitectónico local.
- Audácia, de Damas da Silva, escritor e jornalista reguense, com a chancela de Garça Editores. É mais um romance a acrescentar à já numerosa ficção de temática alto-duriense, situado na aldeia designada pelo criptónimo Mira Douro. Surpreende pela desenvoltura narrativa e pela correcção linguística.
- Agora, nós, de José Braga-Amaral, nome já feito da literatura alto-duriense, com obra significativa. É um volume de crónicas, também com a chancela de Garça Editores. Na contracapa, lêem-se palavras de Baptista-Bastos: «Gosto muito da escrita de José Braga-Amaral. O cuidado que põe na escrita possui algo de extremoso, porque resulta de um acto de amor e de uma demonstração de grandeza. Amor pela língua, grandeza em a desposar no imemorial leito da criação.» |
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Encontro 'Saber Trás-os-Montes' |
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O Encontro 'Saber Trás-os-Montes' deste ano, organizado pelo Grémio Literário Vila-Realense e tendo de novo por tema a figura de Camilo Castelo Branco, tem lugar nos dias 10, 11 e 12 de Outubro (fim-de-semana), no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.
Estão previstas intervenções de Bento da Cruz, Ernesto Rodrigues, Eurico Figueiredo, João Bigotte Chorão, José Manuel Oliveira e Maria Alzira Seixo.
Estão também previstas acções complementares, como a apresentação do n.º 49 da Revista Tellus, uma visita ao Fojo do Lobo e a lugares camilianos em Ribeira de Pena, e a apresentação de Camilo e Ana Plácido – Episódios ignorados da célebre paixão romântica, de Manuel Tavares Teles (Edições Caixotim), etc.
Será distribuído diverso material bibliográfico e iconográfico.
Inscrições no Grémio Literário Vila-Realense (e-mail:
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; telefone: 259 303 083).
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