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CANTOS DA MONTANHA, DE JOÃO DE SÁ

cantos_montanha João de Sá (Vila Flor, 1928) acaba de publicar mais um livro de poemas. Tem o título Cantos da Montanha – montanha essa («reino / de abismos») que representa a sua terra natal e a sua infância lá passada. É de facto um conjunto de admiráveis poemas imbuídos de serena nostalgia e de uma como sabedoria e resignação adquirida com a passagem do tempo. São versos escritos «antes da perda, antes que anoiteça / e a madeira dos Sonhos apodreça».

João de Sá é senhor de uma linguagem que diríamos ‘poeticamente saturada’, com que constrói imagens muito belas e muito comprometidas afectivamente. De facto, esta poesia é antes de tudo uma poesia de afectos e memórias.

O livro está estruturado em dez cantos, onde, por vezes, há alusões implícitas a Miguel Torga, Camilo, Guerra Junqueiro e outros.

A apresentação do livro foi feita em Vila Flor, em 22 de Agosto de 2010.

 
ELÍSIO AMARAL NEVES: FOTOBIOGRAFIA DE AURELIANO BARRIGAS

aureliano_barrigas O investigador e colaborador do Grémio Literário Vila-Realense Elísio Amaral Neves acaba de publicar mais um trabalho de investigação, intitulado Aureliano Barrigas, Fotobiografia, em que estuda essa importante (e relativamente mal conhecida) figura vila-realense da primeira metade do séc. XX. Aureliano Barrigas é principalmente lembrado como o grande impulsionador do Circuito de Vila Real, mas é igualmente uma personalidade de variados interesses e talentos, entre os quais avulta o de caricaturista. A obra em causa, publicada no âmbito do Grémio Literário Vila-Realense, é de enorme riqueza iconográfica – para além, naturalmente, de constituir uma biografia muito completa de Aureliano Barrigas. O livro foi apresentado pelo Autor, no dia 20 de Julho de 2010, no Museu da Vila Velha, em acção integrada nas Comemorações do 85.º Aniversário da Elevação de Vila Real a Cidade e complementada com uma exposição.

 
JOSÉ CARLOS BARROS: ESTREIA NO ROMANCE

j.carlos.barros José Carlos Barros (Boticas, 1963) já era conhecido como poeta de notável qualidade e tinha também já feito uma incursão na ficção. Eis que surge recentemente com um romance de estreia ― O prazer e o tédio ― de uma maturidade e mestria surpreendentes.

O romance, editado pela Oficina do Livro em 2009, gira em torno de uma figura feminina, Aline, nascida algures no Barroso mas transposta para a cidade, e das suas experiências em torno do prazer. Dir-se-ia mesmo que este romance é uma versão ficcional de um ensaio sobre o prazer e o seu oposto, o tédio. A escrita de José Carlos Barros é notavelmente rica e criativa, e a (des)construção do romance de uma grande modernidade.

No prefácio, assinado por Francisco José Viegas, lê-se: «José Carlos Barros constrói uma pequena maravilha romanesca como há muito tempo eu não lia. Perfeita, melancólica, cheia de amor. Arrebatadora pela sua delicadeza e pelo humor travesso que nos comove.»

 
O diabo veio ao enterro em 3.ª edição

  o_diabo Acaba de sair em 3.ª edição o livro de contos O diabo veio ao enterro, de A. M. Pires Cabral, com a chancela da Âncora Editora. Lembramos que o livro saiu em 1.ª edição em 1985 (Nova Nórdica), seguindo-se uma 2.ª edição muito aumentada em 1993 (Editorial Notícias). A edição que agora sai a lume sofreu também alguns acrescentos e retoques.

O diabo veio ao enterro é fundamentalmente, como dissemos, um livro de contos, mas é igualmente uma recolha de inúmeros elementos da tradição oral nordestina (desde logo a linguagem) e tem ainda qualquer coisa de livro de crónicas sobre a vida de uma pequena comunidade rural (Grijó, Macedo de Cavaleiros), em tempo de Verão.

O livro foi apresentado no dia 8 de Maio de 2010 em Macedo de Cavaleiros e no dia 18 de Junho em Vila Real.

 
RESUMO – A POESIA EM 2009

poesia_2009Com este título, publicou a Assírio & Alvim (que é, como se sabe, uma editora de referência, sobretudo na área da poesia), em Março de 2010, uma antologia de poesia portuguesa publicada em 2009.

Nessa antologia estão representados trinta e cinco poetas, entre os quais quatro trasmontanos: A. M. Pires Cabral (nascido em Macedo de Cavaleiros, residente em Vila Real), José Carlos Barros (nascido em Boticas, residente em Vila Real de Santo António), Rui Pires Cabral (nascido em Macedo de Cavaleiros, residente em Lisboa) e Vítor Nogueira (nascido e residente em Vila Real). A escolha dos poemas esteve a cargo de José Alberto Oliveira, José Tolentino Mendonça, Luís Miguel Queirós e Manuel de Freitas.

Saliente-se que o produto da venda da antologia reverte na totalidade para a AMI / Info Exclusão.

 
João de Sá: Pelo sinal da terra

sa_pelo João de Sá volta à poesia (vocação tardiamente encontrada), com este Pelo sinal da terra acabado de sair. É, por assim dizer, a continuação de E de repente é noite, de 2008, como se nesse livro algumas coisas tivessem ainda ficado por dizer e alguns sentimentos por declarar. Na verdade, João de Sá volta a um registo magoado de homem que se confronta com a finitude, embora temperando a angústia e o desencanto com um ou outro momento de optimismo e fé «na possibilidade do mundo» e uma ou outra evocação do paraíso perdido da infância, tempo em que «não receávamos as veredas / para o mais fundo da noite».

São poemas de uma beleza dissolvente e sombria, com a terra – a terra-húmus, entenda-se, na sua misteriosa obscuridade – em permanente pano de fundo. A dicção é contida, rigorosa, sem uma palavra inútil. Não nos restam dúvidas: João de Sá é um dos grandes poetas trasmontanos dos nossos dias.

 
BARROS FERREIRA: PRÉMIO FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES 2009

j_ferreira O último título de poesia de Joaquim de Barros Ferreira, Mil vozes em conserto, foi apresentado no dia 19 de Março de 2010, no Salão Nobre do Governo Civil de Vila Real. A apresentação, feita pelo escritor Joaquim Ribeiro Aires, coincidiu com a entrega do Prémio Nacional de Poesia 2009 Fernão de Magalhães Gonçalves, atribuído ao mesmo livro pela Editora Tartaruga.

Mil vozes em conserto é o oitavo título de poesia de Barros Ferreira, que tem publicado também livros e outros estudos sobre temas de história.

A poesia deste último livro surge-nos mais amadurecida, e por isso mesmo mais intensa e depurada, revelando as inquietações de um homem que interroga o seu tempo através da notação das coisas e das sensações do dia-a-dia.

 

 
O COMBOIO VADIO, DE PÊRA FERNANDES

fernandes José Augusto de Pêra Fernandes (Palaçoulo, Miranda do Douro, 1958) acaba de fazer a sua estreia na área da ficção, com o romance O comboio vadio. Tendo porventura um fundo autobiográfico, narra uma história de amor de final feliz entre dois jovens, Rui e Teresa. Para romance de estreia, O comboio vadio demonstra uma apreciável segurança narrativa.

Jorge Laiginhas, que assina um curto prefácio, considera que esta obra «é, antes de mais, uma estória de fé que nos deixa o coração em festa».

Para além de colaborações dispersas, Pêra Fernandes tinha já publicado dois livros sobre aspectos relativos à cidade onde trabalha e reside: Freguesias do concelho de Bragança (2006) e O sumo das pedras de Bragança (2008).

 
In Memoriam de João de Araújo Correia

JAC O Grémio Literário Vila-Realense publicou, a propósito dos 25 anos do falecimento de João de Araújo Correia, que passam este ano, um pequeno In memoriam com que assinalou igualmente o Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses (16 de Março).

Colaboraram com textos (alguns de evocação pessoal, outros de análise da obra do grande Escritor) os seguintes autores (por ordem alfabética): A. M. Pires Cabral, Alexandre Parafita, Altino Moreira Cardoso, António Fortuna, António José Borges, Francisco Gouveia, João Bigotte Chorão, José Braga-Amaral, José da Cruz Santos, Manuel Martins de Freitas, Maria Alzira Seixo, Maria da Assunção Morais Monteiro, Maria Hercília Agarez, Mário Mendes e Nuno Nozelos.

A obra já se encontra disponível na secção Publicações.

 
Encontro de Escritores Trasmontanos e Alto-Durienses e Dia Mundial da Poesia

dia_poesia No dia 21 de Março, o Grémio Literário Vila-Realense organiza de novo o Encontro de Escritores Trasmontanos e Alto-Durienses e e comemora o Dia Mundial da Poesia.

O Encontro de Escritores, da parte de tarde, é sobretudo uma oportunidade de convívio, que os participantes aproveitarão para se conhecerem melhor e trocarem pontos de vista sobre os assuntos que lhes dizem respeito.Quanto à comemoração do Dia Mundial da Poesia, que terá lugar às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, será este ano dedicada à poesia em Mirandês, num serão aberto ao público, animado pelo Doutor Amadeu Ferreira, grande especialista e defensor do Mirandês. Será distribuído na ocasião o habitual álbum de poesia, este ano com capa do pintor João Dixo.
 
A Fárria, de Bento da Cruz

farria Bento da Cruz, o grande e justamente consagrado escritor barrosão, sinalizou os 50 anos de vida literária com a publicação do romance A Fárria, publicado pela Âncora Editora. Na linha dos seus romances anteriores, o cenário desta obra é o Barroso, mais propriamente as Minas da Borralha, onde, durante a II Guerra Mundial e também alguns anos depois, teve lugar uma intensa actividade ligada à exploração, mineração, comercialização e contrabando de volfrâmio. A esta actividade fervilhante e também ao ambiente de traficância, euforia e novo-riquismo proporcionado pelo lucro fácil, deu-se o nome de fárria.

O romance desenvolve-se segundo duas linhas que amiúde convergem: a história pessoal de Silvério Silvestre e a história das Minas da Borralha.

É mais um grande romance que Bento da Cruz nos oferece, ao mesmo tempo que avisa que será o fecho da sua obra literária. Oxalá o Escritor não cumpra esse voto.

 
AO PARAPEITO: EDIÇÃO FAC-SIMILADA
parapeito Foi apresentado no dia 29 de Janeiro último o n.º 20 da Colecção Tellus, do Grémio Literário Vila-Realense. Trata-se de um fac-símile da 2.ª edição de Ao parapeito, livro de crónicas de guerra de Pina de Morais (Valdigem, Lamego,188 – Porto,1953), há muito esgotada.

Como se sabe o tenente João Pina de Morais participou na I Grande Guerra, combatendo na Flandres. Ao parapeito, em que relata as suas vivências na frente de combate, foi considerado em França o melhor livro estrangeiro sobre aquela conflagração mundial, e mereceu as honras de tradução para Francês, com o título Au créneau.

A data de 29 de Janeiro foi escolhida em virtude de ser o aniversário do falecimento de Pina de Morais.

 
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