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E-mail: gremio@cm-vilareal.pt >> Responsável: A. M. Pires Cabral
VILLA REAL ALEGRE

vilareal alegre Depois de um livro de versos (Desassossegos, Maronesa, 2015), Ribeiro Aires volta a um campo que lhe é muito familiar e querido: a investigação e divulgação de elementos da história da comunidade. Desta vez, ainda com a chancela da Maronesa, editora vila-realense, o Autor apresenta-nos Villa Real alegre. O S. João. A feira de S. Pedro.
É uma espécie de roteiro destas duas festividades populares, de longa tradição em Vila Real. Nela são focados aspectos interessantes, como a origem, geografia e simbolismos das festas, assim como as tradições mais arreigadas a elas, não apenas em Vila Real mas também no resto do país.
A nossa Feira dos Pucarinhos é objecto de um capítulo próprio. O mesmo se diga das projecções literárias das festas populares.
A historiografia local, que tanta e tão devotada atenção tem merecido a um punhado de incansáveis investigadores, como Ribeiro Aires, Elísio Amaral Neves e outros, fica mais rica com esta publicação.

 
CICLO ‘ESCRITORES VILA-REALENSES’: TERCEIRA JORNADA

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Cumpriu-se no passado dia 4 de Julho a 3.ª Jornada do Ciclo ‘Escritores Vila-Realenses’, organizado pelo Grémio Literário Vila-Realense. Desta vez foi visitada a povoação de Nogueira, onde nos serviu de guia o escritor Dr. Joaquim Ribeiro Aires, que ali nasceu e ali situa boa parte da acção dos seus contos. Ribeiro Aires, para além de prestar diversas informações sobre a aldeia, assinalou lugares que aparecem na sua ficção e leu os respectivos textos alusivos. Foi distribuído aos participantes um conto inédito de Ribeiro Aires (“Dádiva”), também ele baseado na experiência do autor na vida da comunidade, e que o autor autografou. Foram ainda brevemente evocados os escritores João Aires de Azevedo e Maria de Portugal, ambos com ligações a Nogueira.

 
TELLUS 62

Tellus62 Foi apresentado no dia 25 de Junho de 2015, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, o número 62 da Revista Tellus, do Grémio Literário Vila-Realense. O número inclui colaboração de Ângelo Sequeira, António Adérito Alves Conde, Armando Palavras, José Alves Ribeiro, Maria da Assunção Morais Monteiro, Maria Hercília Agarez e Maria Olinda Rodrigues Santana. Inclui também as habituais secções “Quintal Literário”, “Registo” e “Notícias das Letras”. Os interessados podem consultar nesta página, na rubrica “Publicações”, a totalidade dos artigos publicados.

Do programa constou também a apresentação de uma reedição de postais antigos de Vila Real e a abertura de uma exposição intitulada “Chico Costa, cronista”. O próximo número da Revista deverá sair em Outubro de 2015.

 
HERCÍLIA AGAREZ: ESTREIA NA POESIA

libelinha Depois de um livro de crónicas (A brincar que o digas, 2001), dois ensaios torguianos (Miguel Torga, a força das raízes, 2007, e Dois homens num só rosto, 2013), um livro de contos (Histórias que o povo tece. Contos do Marão, 2012) e a organização de duas antologias temáticas (uma delas, sobre a poesia feminina trasmontana, vai ser proximamente apresentada, no âmbito do Festival Literário de Bragança), Hercília Agarez (Vila Real, 1944) acaba de publicar o seu primeiro livro de poesia, As asas da libelinha, na Lema d’Origem. Trata-se de mais de duas centenas de poemas muito curtos, na tradição do haiku japonês, por excelência a forma poética da leveza e do efémero. É o caso deste: «Amendoeiras em flor,/ neve da Terra Quente,/ festival etéreo.» (p. 57) Contudo, muitas vezes esses haikus transformam-se em verdadeiros aforismos em que o tom lírico dá lugar a um tom irónico, não raro sarcástico: «Quando têm fome/ perdem a empáfia/ os flamingos.» (p. 69) Outras vezes os poemas são como que uma mistura das duas coisas, suavemente magoados como este: «Não contes comigo, Letes./ Nessa viagem/ fica-me o Douro mais perto.» (p. 133) O livro foi apresentado no dia 28 de Maio de 2015, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Apresentou o poeta e contista António Fortuna.

 
‘MIRADOUROS E POEMAS’ — PENEDO DURÃO

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Teve lugar no passado dia 16 de Maio a primeira visita do novo Ciclo ‘Miradouros e Poemas’, do Grémio Literário Vila-Realense. O local visitado foi o célebre Penedo Durão, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, de onde se disfruta um panorama assombroso, sobre o rio Douro e as terras de Salamanca, em Espanha. Foram lidos no local textos de Sant’Anna Dionísio, António Cabral e A. M. Pires Cabral. Depois do almoço o programa prosseguiu com a visita a alguns monumentos de Freixo de Espada à Cinta, a vila manuelina e de tradição judaica ainda bem documentada em cada recanto. Mereceram uma atenção especial a Igreja Matriz e a Torre Heptagonal que lhe está próxima, o Museu instalado na Casa da Cadeia e o Museu da Seda. A visita foi apoiada pela Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, que destacou para a acompanhar o seu técnico Dr. Jorge Duarte, cuja competência e comunicabilidade impressionaram os visitantes.

 
NOVO LIVRO DE ISABEL MATEUS

isabel mateusIsabel Mateus (Quintas do Corisco, Moncorvo, 1969) acaba de publicar mais uma novela em que regressa aos temas campestres: Sultão – O burreco que veio de Miranda. É de alguma forma uma continuação da novela anterior, Farrusco – Um cão de gado trasmontano, publicada em 2013. Em ambas se nota a simpatia por dois animais bem característicos de Trás-os-Montes.
No seu mais recente trabalho, Isabel Mateus conta peripécias centradas em diversos burros, contribuindo para chamar a atenção para essa espécie zoológica de grande utilidade nas tarefas rurais, outrora abundante e de que não restam hoje muitos exemplares, a ponto de se ter criado em terras de Miranda uma associação, a AEPGA, que tem por objectivo o seu estudo e protecção.
Tal como no trabalho anterior, a autora usa uma linguagem despretensiosa mas escorreita, e demonstra uma notável agilidade narrativa.

 
ENCONTRO DE ESCRITORES TRASMONTANOS E ALTO-DURIENSES

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Realizou-se no dia 25 de Abril de 2015, integrado nas comemorações municipais da data, o Encontro de Escritores Trasmontanos e Alto-Durienses, uma das acções que o Grémio Literário Vila-Realense tem levado a efeito com regularidade. Este ano o Encontro centrou-se na figura de Miguel Torga, a pretexto da passagem do 20.º aniversário da sua morte.
Participaram mais de três dezenas de escritores, que vêem nesta iniciativa uma fecunda oportunidade de convívio e troca de experiências.
Durante o Encontro foram homenageadas cinco livrarias da região, que se têm distinguido pelo seu apoio à literatura trasmontana e alto-duriense: Livraria Branco (Vila Real), Livraria Poética (Macedo de Cavaleiros), Livraria Rosa d'Ouro (Bragança), Livraria Traga-Mundos (Vila Real) e Tecliber – Livraria e Papelaria Nova Régua (Peso da Régua).
Do mesmo modo, foram homenageados três escritores presentes cuja estreia literária ocorreu há cinquenta ou mais anos: João Barroso da Fonte, José Dias Baptista e Nuno Nozelos.
Houve ainda lugar para uma intervenção do Prof. Doutor Arnaldo Saraiva, sobre as relações de Miguel Torga com o Brasil, um almoço de confraternização e uma visita ao Espaço Miguel Torga, em S. Martinho de Anta.

 
DIA MUNDIAL DA POESIA

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O Município de Vila Real, através do Grémio Literário celebrou, em 21 de Março de 2015, o Dia Mundial da Poesia, com uma sessão que teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, pelas 21h30.
A. M. Pires Cabral iniciou a sessão com uma evocação do poeta e pedagogo Manuel Cardona, mediante a apresentação de uma série de imagens relativas ao escritor – sua vida e obra.
De seguida, Elísio Amaral Neves guiou uma visita à exposição documental sobre António Baptista de Sousa (1847-1935), Visconde de Carnaxide, jurista, político, académico e também poeta, natural de Vila Real, que poderá ser visitada no Grémio Literário até ao próximo dia 16 de abril.
A abrir o serão foi distribuído o nono Álbum de Poesia, com capa de AM e um poema de Manuel Cardona.

 
DIA DAS LETRAS TRASMONTANAS E ALTO-DURIENSES

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O Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses, a 16 de Março (dia de nascimento de Camilo Castelo Branco), foi este ano comemorado em S. Miguel de Seide, com um programa organizado em parceria pelo Grémio Literário Vila-Realense e pela Casa de Camilo.
A jornada comemorativa iniciou-se com a exibição de uma interessante adaptação da novela Maria Moisés a teatro de marionetas, a cargo de elementos do Serviço Educativo da Casa de Camilo.
Seguiu-se uma visita circunstanciada à Casa Amarela, onde se respira ainda o ar de tragédia que envolveu a vida do romancista e sua família naquele lugar.
Da parte de tarde, foi a vez de visitar a exposição "Casa de Seide: história e estórias" e de Elísio Amaral Neves apresentar uma breve comunicação sobre a correspondência de António Lopes Mendes para Camilo Castelo Branco, complementada com uma pequena exposição documental.
Tomou-se enfim conhecimento do projecto de ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo.
Foi ainda apresentada a nova edição, a cargo da Opera Omnia, de Viajar com... Camilo Castelo Branco.

 
FALECEU NÉLSON VILELA

nelson vilelaVítima de doença prolongada, faleceu no passado dia 19 de Março o poeta Nélson Vilela.
Nélson Vilela era natural de Vilarinho da Samardã, onde nasceu em 1933 de uma família muito numerosa. Apesar de ter cursado Teologia, nunca se dedicou à vida eclesiástica, tendo em vez disso exercido funções docentes em diversas escolas, acabando por se aposentar como professor da Escola Básica 2,3 André Soares, em Braga, cidade onde residia.
Homem de grande modéstia e discrição, Nélson Vilela afastava-se voluntariamente de toda e qualquer publicidade, o que de algum modo terá influenciado a circulação restrita das suas obras.
Publicou os seguintes títulos: Saudade, Asas de espuma, Inquietação, Sobre a terra e sobre o mar, Mar e sombras, Pedaços do mesmo sonho, Regresso, Sempre em caminho, O livro de Carla, Entre urgueiras e carquejas, e O sal e as lágrimas. Publicou também um ensaio, Linguagem humana, e organizou o volume Uma vista de olhos pela poesia portuguesa.

 
FALECEU AMADEU FERREIRA

amadeu ferreira Faleceu no dia 1 de Março de 2015 o escritor Amadeu Ferreira, vítima de doença que o minava há alguns meses — mais um rude golpe na cultura e literatura trasmontanas. Contava 64 anos.
Amadeu Ferreira, que era Presidente da Direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes, deixa uma imagem de homem afável e generoso, de uma energia inquebrantável e de uma multiplicidade surpreendente de interesses e actividades. Para além de professor de Direito e de vice-presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, o Grémio Literário Vila-Realense recorda-o sobretudo como romancista e poeta de elevada qualidade, e também como o grande paladino do Mirandês, língua para a qual traduziu, sob o pseudónimo de Fracisco Niebro, obras importantes como Os Lusíadas, os Evangelhos, e Mensagem, de Fernando Pessoa, entre outras.
Realizou-se no dia 5 de Março na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, a sessão de lançamento da sua biografia (O fio das lembranças, da autoria de Teresa Martins Marques), e do seu último livro de poesia, Belheç / Velhice (bilingue mirandês / português).

 
CICLO ‘ESCRITORES VILA-REALENSES’ – 2.ª JORNADA

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Realizou-se no passado dia 21 de Fevereiro, com número recorde de participantes, a 2.ª jornada do Ciclo 'Escritores Vila-Realenses', com que o Grémio Literário Vila-Realense pretende divulgar algumas figuras de escritores naturais do concelho.
Nesta jornada foi feita uma visita a Vale de Nogueiras, terra natal do Escritor A. Passos Coelho, ficcionista e poeta, que evocou algumas figuras, lugares e acontecimentos que lhe serviram de inspiração. O Dr. Passos Coelho facultou igualmente uma visita à sua biblioteca, instalada num anexo adaptado para o efeito, junto da casa de família que recuperou, e ofereceu a todos os participantes um exemplar do opúsculo de sua autoria, O Compõe.
À tarde, a jornada prosseguiu em S. Pedro Velho, Mirandela, onde nasceu José Custódio, que a lenda vila-realense considera ser o Santo Soldado. Aí foi apresentada pela Urze Teatro uma peça baseada na mesma lenda.
A próxima jornada terá lugar a 4 de Julho.

 
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Câmara Municipal de Vila Real