Texto
   

Bem-vindo

logoEdifício da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira
Rua Madame Brouillard, 5000- 573 Vila Real Telefone: +351 259303083 - Fax +351 259303080
E-mail: gremio@cm-vilareal.pt >> Responsável: A. M. Pires Cabral
DIÁRIO DE GUERRA DE PINA DE MORAIS

pina moraisJoão Pina de Morais (Valdigem, Lamego, 1889 – Foz do Douro, 1953) é um dos maiores escritores durienses, infelizmente pouco lembrado nos dias que correm, não obstante o seu livro de contos Sangue plebeu (1942) ser uma verdadeira obra-prima.
Militar de carreira, integrou como jovem oficial do Regimento de Infantaria 13 o Corpo Expedicionário Português, que se bateu na Flandres, na I Grande Guerra. Dessa experiência resultou a redacção de um diário, em que vai aludindo ao que acontece nas trincheiras, mas que é simultaneamente uma ininterrupta declaração de amor à sua futura esposa, Lídia Monteiro (irmã do escritor Domingos Monteiro).
Coube a João Luís Sequeira Rodrigues a tarefa de editar, com a chancela da Âncora Editora e sob o título de A quem encontrar este livro..., este documento que nos mostra, ainda mais do que os seus contos, a face humana do escritor.
João Luís Sequeira Rodrigues, actual director do Espaço Miguel Torga, em S. Martinho de Anta, tem dedicado uma desvelada atenção à figura e obra de Pina de Morais, traduzida em obras como João Pina de Morais: Vida, pensamento e obra; Pina de Morais – Crónicas no Jornal de Notícias; e Viajar com... Pina de Morais.

 
VÍTOR NOGUEIRA: ROMANCE DE ESTREIA

vitor nogueiraA obra poética de Vítor Nogueira tem conhecido uma recepção muito lisonjeira por parte da crítica, que saúda a excelente qualidade de livros como Senhor Gouveia (2006), Bagagem de mão (2007), Comércio tradicional (2008), Mar largo (2009), Quem diremos nós que viva (2010), Modo fácil de copiar uma cidade (2011) e Segunda voz (2014) — qualquer um deles solidamente estruturado em ordem a determinado tema, o que lhe confere uma consistência invulgar e constitui uma das imagens de marca da produção poética do autor.
É agora a vez de Vítor Nogueira se estrear na ficção, com o romance Amanhã logo se vê (Averno, 2015). O autor constrói um romance sobre a inocência (no sentido 'policial' do termo) posta em causa pelas aparências, em dois tempos: primeiro, a inocência que demora a ser reconhecida; depois a inocência punida com a morte. Referências à emigração para o Brasil, à perseguição aos judeus na Alemanha nazi e à exploração do volfrâmio ajudam a dar densidade histórica à obra, cuja acção central decorre aliás nos nossos dias e na nossa região.
Fluência narrativa, linguagem cinematográfica (com abundante recurso à técnica do Leitmotiv), pendor reflexivo, escrita moderna e algum ácido humor são características que fazem deste romance uma leitura a recomendar.

 
VILLA REAL ALEGRE

vilareal alegre Depois de um livro de versos (Desassossegos, Maronesa, 2015), Ribeiro Aires volta a um campo que lhe é muito familiar e querido: a investigação e divulgação de elementos da história da comunidade. Desta vez, ainda com a chancela da Maronesa, editora vila-realense, o Autor apresenta-nos Villa Real alegre. O S. João. A feira de S. Pedro.
É uma espécie de roteiro destas duas festividades populares, de longa tradição em Vila Real. Nela são focados aspectos interessantes, como a origem, geografia e simbolismos das festas, assim como as tradições mais arreigadas a elas, não apenas em Vila Real mas também no resto do país.
A nossa Feira dos Pucarinhos é objecto de um capítulo próprio. O mesmo se diga das projecções literárias das festas populares.
A historiografia local, que tanta e tão devotada atenção tem merecido a um punhado de incansáveis investigadores, como Ribeiro Aires, Elísio Amaral Neves e outros, fica mais rica com esta publicação.

 
CICLO ‘ESCRITORES VILA-REALENSES’: TERCEIRA JORNADA

ciclo escritores1

ciclo escritores1

ciclo escritores1

ciclo escritores1

 

Cumpriu-se no passado dia 4 de Julho a 3.ª Jornada do Ciclo ‘Escritores Vila-Realenses’, organizado pelo Grémio Literário Vila-Realense. Desta vez foi visitada a povoação de Nogueira, onde nos serviu de guia o escritor Dr. Joaquim Ribeiro Aires, que ali nasceu e ali situa boa parte da acção dos seus contos. Ribeiro Aires, para além de prestar diversas informações sobre a aldeia, assinalou lugares que aparecem na sua ficção e leu os respectivos textos alusivos. Foi distribuído aos participantes um conto inédito de Ribeiro Aires (“Dádiva”), também ele baseado na experiência do autor na vida da comunidade, e que o autor autografou. Foram ainda brevemente evocados os escritores João Aires de Azevedo e Maria de Portugal, ambos com ligações a Nogueira.

 
TELLUS 62

Tellus62 Foi apresentado no dia 25 de Junho de 2015, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, o número 62 da Revista Tellus, do Grémio Literário Vila-Realense. O número inclui colaboração de Ângelo Sequeira, António Adérito Alves Conde, Armando Palavras, José Alves Ribeiro, Maria da Assunção Morais Monteiro, Maria Hercília Agarez e Maria Olinda Rodrigues Santana. Inclui também as habituais secções “Quintal Literário”, “Registo” e “Notícias das Letras”. Os interessados podem consultar nesta página, na rubrica “Publicações”, a totalidade dos artigos publicados.

Do programa constou também a apresentação de uma reedição de postais antigos de Vila Real e a abertura de uma exposição intitulada “Chico Costa, cronista”. O próximo número da Revista deverá sair em Outubro de 2015.

 
HERCÍLIA AGAREZ: ESTREIA NA POESIA

libelinha Depois de um livro de crónicas (A brincar que o digas, 2001), dois ensaios torguianos (Miguel Torga, a força das raízes, 2007, e Dois homens num só rosto, 2013), um livro de contos (Histórias que o povo tece. Contos do Marão, 2012) e a organização de duas antologias temáticas (uma delas, sobre a poesia feminina trasmontana, vai ser proximamente apresentada, no âmbito do Festival Literário de Bragança), Hercília Agarez (Vila Real, 1944) acaba de publicar o seu primeiro livro de poesia, As asas da libelinha, na Lema d’Origem. Trata-se de mais de duas centenas de poemas muito curtos, na tradição do haiku japonês, por excelência a forma poética da leveza e do efémero. É o caso deste: «Amendoeiras em flor,/ neve da Terra Quente,/ festival etéreo.» (p. 57) Contudo, muitas vezes esses haikus transformam-se em verdadeiros aforismos em que o tom lírico dá lugar a um tom irónico, não raro sarcástico: «Quando têm fome/ perdem a empáfia/ os flamingos.» (p. 69) Outras vezes os poemas são como que uma mistura das duas coisas, suavemente magoados como este: «Não contes comigo, Letes./ Nessa viagem/ fica-me o Douro mais perto.» (p. 133) O livro foi apresentado no dia 28 de Maio de 2015, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Apresentou o poeta e contista António Fortuna.

 
‘MIRADOUROS E POEMAS’ — PENEDO DURÃO

penedo1 penedo1 penedo1 penedo1

Teve lugar no passado dia 16 de Maio a primeira visita do novo Ciclo ‘Miradouros e Poemas’, do Grémio Literário Vila-Realense. O local visitado foi o célebre Penedo Durão, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, de onde se disfruta um panorama assombroso, sobre o rio Douro e as terras de Salamanca, em Espanha. Foram lidos no local textos de Sant’Anna Dionísio, António Cabral e A. M. Pires Cabral. Depois do almoço o programa prosseguiu com a visita a alguns monumentos de Freixo de Espada à Cinta, a vila manuelina e de tradição judaica ainda bem documentada em cada recanto. Mereceram uma atenção especial a Igreja Matriz e a Torre Heptagonal que lhe está próxima, o Museu instalado na Casa da Cadeia e o Museu da Seda. A visita foi apoiada pela Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, que destacou para a acompanhar o seu técnico Dr. Jorge Duarte, cuja competência e comunicabilidade impressionaram os visitantes.

 
NOVO LIVRO DE ISABEL MATEUS

isabel mateusIsabel Mateus (Quintas do Corisco, Moncorvo, 1969) acaba de publicar mais uma novela em que regressa aos temas campestres: Sultão – O burreco que veio de Miranda. É de alguma forma uma continuação da novela anterior, Farrusco – Um cão de gado trasmontano, publicada em 2013. Em ambas se nota a simpatia por dois animais bem característicos de Trás-os-Montes.
No seu mais recente trabalho, Isabel Mateus conta peripécias centradas em diversos burros, contribuindo para chamar a atenção para essa espécie zoológica de grande utilidade nas tarefas rurais, outrora abundante e de que não restam hoje muitos exemplares, a ponto de se ter criado em terras de Miranda uma associação, a AEPGA, que tem por objectivo o seu estudo e protecção.
Tal como no trabalho anterior, a autora usa uma linguagem despretensiosa mas escorreita, e demonstra uma notável agilidade narrativa.

 
ENCONTRO DE ESCRITORES TRASMONTANOS E ALTO-DURIENSES

encontro escritores abril15 encontro escritores abril15 encontro escritores abril15 encontro escritores abril15 encontro escritores abril15 encontro escritores abril15

Realizou-se no dia 25 de Abril de 2015, integrado nas comemorações municipais da data, o Encontro de Escritores Trasmontanos e Alto-Durienses, uma das acções que o Grémio Literário Vila-Realense tem levado a efeito com regularidade. Este ano o Encontro centrou-se na figura de Miguel Torga, a pretexto da passagem do 20.º aniversário da sua morte.
Participaram mais de três dezenas de escritores, que vêem nesta iniciativa uma fecunda oportunidade de convívio e troca de experiências.
Durante o Encontro foram homenageadas cinco livrarias da região, que se têm distinguido pelo seu apoio à literatura trasmontana e alto-duriense: Livraria Branco (Vila Real), Livraria Poética (Macedo de Cavaleiros), Livraria Rosa d'Ouro (Bragança), Livraria Traga-Mundos (Vila Real) e Tecliber – Livraria e Papelaria Nova Régua (Peso da Régua).
Do mesmo modo, foram homenageados três escritores presentes cuja estreia literária ocorreu há cinquenta ou mais anos: João Barroso da Fonte, José Dias Baptista e Nuno Nozelos.
Houve ainda lugar para uma intervenção do Prof. Doutor Arnaldo Saraiva, sobre as relações de Miguel Torga com o Brasil, um almoço de confraternização e uma visita ao Espaço Miguel Torga, em S. Martinho de Anta.

 
DIA MUNDIAL DA POESIA

dia poesia dia poesia dia poesia

O Município de Vila Real, através do Grémio Literário celebrou, em 21 de Março de 2015, o Dia Mundial da Poesia, com uma sessão que teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, pelas 21h30.
A. M. Pires Cabral iniciou a sessão com uma evocação do poeta e pedagogo Manuel Cardona, mediante a apresentação de uma série de imagens relativas ao escritor – sua vida e obra.
De seguida, Elísio Amaral Neves guiou uma visita à exposição documental sobre António Baptista de Sousa (1847-1935), Visconde de Carnaxide, jurista, político, académico e também poeta, natural de Vila Real, que poderá ser visitada no Grémio Literário até ao próximo dia 16 de abril.
A abrir o serão foi distribuído o nono Álbum de Poesia, com capa de AM e um poema de Manuel Cardona.

 
DIA DAS LETRAS TRASMONTANAS E ALTO-DURIENSES

letras1 03 2015 letras1 03 2015 letras1 03 2015 letras1 03 2015  

O Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses, a 16 de Março (dia de nascimento de Camilo Castelo Branco), foi este ano comemorado em S. Miguel de Seide, com um programa organizado em parceria pelo Grémio Literário Vila-Realense e pela Casa de Camilo.
A jornada comemorativa iniciou-se com a exibição de uma interessante adaptação da novela Maria Moisés a teatro de marionetas, a cargo de elementos do Serviço Educativo da Casa de Camilo.
Seguiu-se uma visita circunstanciada à Casa Amarela, onde se respira ainda o ar de tragédia que envolveu a vida do romancista e sua família naquele lugar.
Da parte de tarde, foi a vez de visitar a exposição "Casa de Seide: história e estórias" e de Elísio Amaral Neves apresentar uma breve comunicação sobre a correspondência de António Lopes Mendes para Camilo Castelo Branco, complementada com uma pequena exposição documental.
Tomou-se enfim conhecimento do projecto de ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo.
Foi ainda apresentada a nova edição, a cargo da Opera Omnia, de Viajar com... Camilo Castelo Branco.

 
FALECEU NÉLSON VILELA

nelson vilelaVítima de doença prolongada, faleceu no passado dia 19 de Março o poeta Nélson Vilela.
Nélson Vilela era natural de Vilarinho da Samardã, onde nasceu em 1933 de uma família muito numerosa. Apesar de ter cursado Teologia, nunca se dedicou à vida eclesiástica, tendo em vez disso exercido funções docentes em diversas escolas, acabando por se aposentar como professor da Escola Básica 2,3 André Soares, em Braga, cidade onde residia.
Homem de grande modéstia e discrição, Nélson Vilela afastava-se voluntariamente de toda e qualquer publicidade, o que de algum modo terá influenciado a circulação restrita das suas obras.
Publicou os seguintes títulos: Saudade, Asas de espuma, Inquietação, Sobre a terra e sobre o mar, Mar e sombras, Pedaços do mesmo sonho, Regresso, Sempre em caminho, O livro de Carla, Entre urgueiras e carquejas, e O sal e as lágrimas. Publicou também um ensaio, Linguagem humana, e organizou o volume Uma vista de olhos pela poesia portuguesa.

 
<< Start < Prev 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Seguinte > End >>

JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL
Câmara Municipal de Vila Real