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E-mail: gremio@cm-vilareal.pt >> Responsável: A. M. Pires Cabral
HERCÍLIA AGAREZ: ESTREIA NA POESIA

libelinha Depois de um livro de crónicas (A brincar que o digas, 2001), dois ensaios torguianos (Miguel Torga, a força das raízes, 2007, e Dois homens num só rosto, 2013), um livro de contos (Histórias que o povo tece. Contos do Marão, 2012) e a organização de duas antologias temáticas (uma delas, sobre a poesia feminina trasmontana, vai ser proximamente apresentada, no âmbito do Festival Literário de Bragança), Hercília Agarez (Vila Real, 1944) acaba de publicar o seu primeiro livro de poesia, As asas da libelinha, na Lema d’Origem. Trata-se de mais de duas centenas de poemas muito curtos, na tradição do haiku japonês, por excelência a forma poética da leveza e do efémero. É o caso deste: «Amendoeiras em flor,/ neve da Terra Quente,/ festival etéreo.» (p. 57) Contudo, muitas vezes esses haikus transformam-se em verdadeiros aforismos em que o tom lírico dá lugar a um tom irónico, não raro sarcástico: «Quando têm fome/ perdem a empáfia/ os flamingos.» (p. 69) Outras vezes os poemas são como que uma mistura das duas coisas, suavemente magoados como este: «Não contes comigo, Letes./ Nessa viagem/ fica-me o Douro mais perto.» (p. 133) O livro foi apresentado no dia 28 de Maio de 2015, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Apresentou o poeta e contista António Fortuna.

 
‘MIRADOUROS E POEMAS’ — PENEDO DURÃO

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Teve lugar no passado dia 16 de Maio a primeira visita do novo Ciclo ‘Miradouros e Poemas’, do Grémio Literário Vila-Realense. O local visitado foi o célebre Penedo Durão, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, de onde se disfruta um panorama assombroso, sobre o rio Douro e as terras de Salamanca, em Espanha. Foram lidos no local textos de Sant’Anna Dionísio, António Cabral e A. M. Pires Cabral. Depois do almoço o programa prosseguiu com a visita a alguns monumentos de Freixo de Espada à Cinta, a vila manuelina e de tradição judaica ainda bem documentada em cada recanto. Mereceram uma atenção especial a Igreja Matriz e a Torre Heptagonal que lhe está próxima, o Museu instalado na Casa da Cadeia e o Museu da Seda. A visita foi apoiada pela Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, que destacou para a acompanhar o seu técnico Dr. Jorge Duarte, cuja competência e comunicabilidade impressionaram os visitantes.

 
NOVO LIVRO DE ISABEL MATEUS

isabel mateusIsabel Mateus (Quintas do Corisco, Moncorvo, 1969) acaba de publicar mais uma novela em que regressa aos temas campestres: Sultão – O burreco que veio de Miranda. É de alguma forma uma continuação da novela anterior, Farrusco – Um cão de gado trasmontano, publicada em 2013. Em ambas se nota a simpatia por dois animais bem característicos de Trás-os-Montes.
No seu mais recente trabalho, Isabel Mateus conta peripécias centradas em diversos burros, contribuindo para chamar a atenção para essa espécie zoológica de grande utilidade nas tarefas rurais, outrora abundante e de que não restam hoje muitos exemplares, a ponto de se ter criado em terras de Miranda uma associação, a AEPGA, que tem por objectivo o seu estudo e protecção.
Tal como no trabalho anterior, a autora usa uma linguagem despretensiosa mas escorreita, e demonstra uma notável agilidade narrativa.

 
ENCONTRO DE ESCRITORES TRASMONTANOS E ALTO-DURIENSES

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Realizou-se no dia 25 de Abril de 2015, integrado nas comemorações municipais da data, o Encontro de Escritores Trasmontanos e Alto-Durienses, uma das acções que o Grémio Literário Vila-Realense tem levado a efeito com regularidade. Este ano o Encontro centrou-se na figura de Miguel Torga, a pretexto da passagem do 20.º aniversário da sua morte.
Participaram mais de três dezenas de escritores, que vêem nesta iniciativa uma fecunda oportunidade de convívio e troca de experiências.
Durante o Encontro foram homenageadas cinco livrarias da região, que se têm distinguido pelo seu apoio à literatura trasmontana e alto-duriense: Livraria Branco (Vila Real), Livraria Poética (Macedo de Cavaleiros), Livraria Rosa d'Ouro (Bragança), Livraria Traga-Mundos (Vila Real) e Tecliber – Livraria e Papelaria Nova Régua (Peso da Régua).
Do mesmo modo, foram homenageados três escritores presentes cuja estreia literária ocorreu há cinquenta ou mais anos: João Barroso da Fonte, José Dias Baptista e Nuno Nozelos.
Houve ainda lugar para uma intervenção do Prof. Doutor Arnaldo Saraiva, sobre as relações de Miguel Torga com o Brasil, um almoço de confraternização e uma visita ao Espaço Miguel Torga, em S. Martinho de Anta.

 
DIA MUNDIAL DA POESIA

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O Município de Vila Real, através do Grémio Literário celebrou, em 21 de Março de 2015, o Dia Mundial da Poesia, com uma sessão que teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, pelas 21h30.
A. M. Pires Cabral iniciou a sessão com uma evocação do poeta e pedagogo Manuel Cardona, mediante a apresentação de uma série de imagens relativas ao escritor – sua vida e obra.
De seguida, Elísio Amaral Neves guiou uma visita à exposição documental sobre António Baptista de Sousa (1847-1935), Visconde de Carnaxide, jurista, político, académico e também poeta, natural de Vila Real, que poderá ser visitada no Grémio Literário até ao próximo dia 16 de abril.
A abrir o serão foi distribuído o nono Álbum de Poesia, com capa de AM e um poema de Manuel Cardona.

 
DIA DAS LETRAS TRASMONTANAS E ALTO-DURIENSES

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O Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses, a 16 de Março (dia de nascimento de Camilo Castelo Branco), foi este ano comemorado em S. Miguel de Seide, com um programa organizado em parceria pelo Grémio Literário Vila-Realense e pela Casa de Camilo.
A jornada comemorativa iniciou-se com a exibição de uma interessante adaptação da novela Maria Moisés a teatro de marionetas, a cargo de elementos do Serviço Educativo da Casa de Camilo.
Seguiu-se uma visita circunstanciada à Casa Amarela, onde se respira ainda o ar de tragédia que envolveu a vida do romancista e sua família naquele lugar.
Da parte de tarde, foi a vez de visitar a exposição "Casa de Seide: história e estórias" e de Elísio Amaral Neves apresentar uma breve comunicação sobre a correspondência de António Lopes Mendes para Camilo Castelo Branco, complementada com uma pequena exposição documental.
Tomou-se enfim conhecimento do projecto de ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo.
Foi ainda apresentada a nova edição, a cargo da Opera Omnia, de Viajar com... Camilo Castelo Branco.

 
FALECEU NÉLSON VILELA

nelson vilelaVítima de doença prolongada, faleceu no passado dia 19 de Março o poeta Nélson Vilela.
Nélson Vilela era natural de Vilarinho da Samardã, onde nasceu em 1933 de uma família muito numerosa. Apesar de ter cursado Teologia, nunca se dedicou à vida eclesiástica, tendo em vez disso exercido funções docentes em diversas escolas, acabando por se aposentar como professor da Escola Básica 2,3 André Soares, em Braga, cidade onde residia.
Homem de grande modéstia e discrição, Nélson Vilela afastava-se voluntariamente de toda e qualquer publicidade, o que de algum modo terá influenciado a circulação restrita das suas obras.
Publicou os seguintes títulos: Saudade, Asas de espuma, Inquietação, Sobre a terra e sobre o mar, Mar e sombras, Pedaços do mesmo sonho, Regresso, Sempre em caminho, O livro de Carla, Entre urgueiras e carquejas, e O sal e as lágrimas. Publicou também um ensaio, Linguagem humana, e organizou o volume Uma vista de olhos pela poesia portuguesa.

 
FALECEU AMADEU FERREIRA

amadeu ferreira Faleceu no dia 1 de Março de 2015 o escritor Amadeu Ferreira, vítima de doença que o minava há alguns meses — mais um rude golpe na cultura e literatura trasmontanas. Contava 64 anos.
Amadeu Ferreira, que era Presidente da Direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes, deixa uma imagem de homem afável e generoso, de uma energia inquebrantável e de uma multiplicidade surpreendente de interesses e actividades. Para além de professor de Direito e de vice-presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, o Grémio Literário Vila-Realense recorda-o sobretudo como romancista e poeta de elevada qualidade, e também como o grande paladino do Mirandês, língua para a qual traduziu, sob o pseudónimo de Fracisco Niebro, obras importantes como Os Lusíadas, os Evangelhos, e Mensagem, de Fernando Pessoa, entre outras.
Realizou-se no dia 5 de Março na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, a sessão de lançamento da sua biografia (O fio das lembranças, da autoria de Teresa Martins Marques), e do seu último livro de poesia, Belheç / Velhice (bilingue mirandês / português).

 
CICLO ‘ESCRITORES VILA-REALENSES’ – 2.ª JORNADA

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Realizou-se no passado dia 21 de Fevereiro, com número recorde de participantes, a 2.ª jornada do Ciclo 'Escritores Vila-Realenses', com que o Grémio Literário Vila-Realense pretende divulgar algumas figuras de escritores naturais do concelho.
Nesta jornada foi feita uma visita a Vale de Nogueiras, terra natal do Escritor A. Passos Coelho, ficcionista e poeta, que evocou algumas figuras, lugares e acontecimentos que lhe serviram de inspiração. O Dr. Passos Coelho facultou igualmente uma visita à sua biblioteca, instalada num anexo adaptado para o efeito, junto da casa de família que recuperou, e ofereceu a todos os participantes um exemplar do opúsculo de sua autoria, O Compõe.
À tarde, a jornada prosseguiu em S. Pedro Velho, Mirandela, onde nasceu José Custódio, que a lenda vila-realense considera ser o Santo Soldado. Aí foi apresentada pela Urze Teatro uma peça baseada na mesma lenda.
A próxima jornada terá lugar a 4 de Julho.

 
MORADA, POESIA REUNIDA DE RUI PIRES CABRAL

rui cabral A Assírio & Alvim, uma das nossas mais prestigiadas editoras de poesia, acaba de publicar um grosso volume que reúne toda a obra poética de Rui Pires Cabral, à excepção dos livros de poemas-colagens que apareceram nos anos mais recentes, de que é exemplo Oh! Lusitania. Inclui ainda Evasão e Remorso — um conjunto de poemas que ainda não havia sido publicado em livro — e uma secção final com alguns textos dispersos e inéditos, para além de alguns desenhos de Daniela Gomes (artista vila-realense) e uma colagem de Martin Copertari na capa. Tem o singelo título de Morada.
A obra dá-nos uma perspectiva completa sobre a poesia de Rui Pires Cabral, onde estão presentes os seus cenários recorrentes: o paraíso perdido da infância, onde houve inúmeros momentos de felicidade e companheirismo, revisitado com referência explícita a muitos dos lugares onde decorreu; as andanças pela Europa, fonte de conhecimento mas também de angústias; o quotidiano baço de Lisboa, igualmente motivador de inquietações e inadequações. O poeta dirige-se frequentemente a si próprio, modo de pôr a tónica na permanente questionação do sentido da existência — ou da falta de sentido, ou mesmo, muitas vezes, do seu absurdo. «Se nos cruzássemos nas ruas desta cidade// entre desconhecidos de toda a sorte, talvez/ nos sentássemos a falar da nossa vida, isto é,/ de como vamos ficando cada vez mais órfãos/ de nós próprios. Ou, pensando bem, talvez não.»

 
DESASSOSSEGOS, DE RIBEIRO AIRES

ribeiro alves Joaquim Ribeiro Aires, que tem ultimamente andado algo arredio da poesia, para se dedicar a trabalhos de fôlego notável de natureza historiográfica, regressou recentemente à modalidade em que iniciara a sua carreira literária em 1985, ano de publicação do livro de poemas Esta cidade onde moro. Fê-lo com o livro Desassossegos, em que reúne mais de meia centena de poemas, divididos por temas muito diversificados.
Trata-se de uma poesia de fácil e amena leitura, que recusa as escabrosidades herméticas de certa poesia moderna. Poemas marcados a fogo por uma certa insatisfação: «Estes são os versos/ Da minha inquietação/ Que é um não sei quê/ Permanente/ De nunca estar contente.»
O livro, que sai com uma bela capa de Chi Pardelinha, é da responsabilidade da editora vila-realense Maronesa.

 
FALECEU LUÍSA DACOSTA

luisa dacosta A escritora Luísa Dacosta, um dos nomes cimeiros da literatura portuguesa contemporânea, unanimemente reconhecida como tal pela crítica, faleceu no dia 15 de Fevereiro de 2015, em Matosinhos, onde vivia desde longa data. De seu nome verdadeiro Maria Luísa Saraiva Pinto dos Santos, nasceu em Vila Real em 16 de Fevereiro de 1927. Faleceu pois na véspera de completar 88 anos.
A sua obra, muito diversificada e de grande qualidade literária, abrange a ficção, a crónica, o ensaio e a literatura infantil.
O Grémio Literário Vila-Realense tinha dedicado o Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses, em 16 de Março de 2012, a Luísa Dacosta, prestando-lhe uma homenagem de que constaram o descerramento de uma placa na rua onde nasceu (Cândido dos Reis), em que se pode ler um excerto do livro de contos Província, evocando essa mesma rua nos anos da juventude da Escritora, e uma palestra pela Dr.ª Maria Hercília Agarez, estudiosa da sua obra.

A Câmara Municipal de Vila Real atribuiu-lhe, em 2007, a Medalha de Ouro de Mérito Municipal.

 
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Câmara Municipal de Vila Real