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CONTOS DE ISABEL MATEUS EM EDIÇÂO BILINGUE |
 Chegou-nos recentemente uma colectânea de contos de Isabel Maria Fidalgo Mateus (Quintas do Corisco, Moncorvo, 1969; actualmente residente em Inglaterra, onde execre funções docentes na Universidade de Liverpool) em edição bilingue (português e inglês). A colectânea foi publicada já este ano na colecção Portuguese Insights, da Universidade de Birmingham, Reino Unido.
Foram seleccionados 12 contos retirados de Outros Contos da Montanha (2009). O livro inclui ainda um pequeno glossário de regionalismos.
O trabalho de selecção e tradução é de Patricia Anne Odber de Baubeta, que também assina uma extensa nota introdutória.
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POLICHINELO EM TRÁS-OS-MONTES |
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Foi recentemente publicada pelo Grémio Literário Vila-Realense uma nova edição da obra Polichinelo em Trás-os-Montes, da autoria de Emília de Sousa Costa. Trata-se de uma edição parcialmente fac-similada de um dos mais interessantes títulos da Escritora, que, como se sabe, dedicou parte importante da sua obra à literatura infantil.
Emília de Sousa Costa, esposa do também notável escritor Alberto Mário de Sousa Costa, nasceu no concelho de S. João da Pesqueira e é autora de uma vasta obra, em que sobressaem os títulos de literatura para crianças e também os livros de natureza didáctica sobre a educação da mulher. É uma das personalidades retratadas numa colecção de selos emitida pelos Correios para comemorar a implantação da República.
O Grémio Literário Vila-Realense dispõe de um espólio bastante significativo de obras de Emília de Sousa Costa, por doação da Família, e tem presentemente exposta uma parte desse espólio.
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Chegou-nos a notícia do falecimento, em 23 de Fevereiro último, de João de Sá. Com o seu desaparecimento, as letras trasmontanas perdem um dos seus nomes cimeiros, embora, devido à sua enorme modéstia pessoal, também dos menos conhecidos. Poeta, contista e cronista, João de Sá era possuidor de uma escrita límpida, reflexiva, que volitava, como uma borboleta atraída pela luz, em torno da sua Vila Flor natal, fonte de inspiração tão absorvente que é dela que fala nos nove livros que nos deixou. Mas a qualidade dessa escrita, com a sua notável profundidade de análise e intensidade de sentimento, distingue-a bem da vulgar literatura encomiástica e bem intencionada. Eis os títulos principais da sua bibliografia: Flores para Vila Flor (1996); Um caminho entre as oliveiras (1997); Mãe-d’Água. Ficções e memórias (2003); Assalto a uma cidade feliz (2006); Vila à flor dos montes (2008); Vozes além da fala (2008); E de repente é noite (2009); Pelo sinal da terra (2010); e Cantos da montanha (2010).
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Com o subtítulo de Memórias de uma região e das suas gentes, acaba de nos chegar às mãos o romance Douro e Douríades, da Robert Manners Moura.
A sua classificação como romance é perfeitamente aceitável, porque é como ficção que tem de ser entendido, não obstante assentar em figuras, factos e lugares reais. Mas a obra reúne características de outros géneros, nomeadamente o ensaio. Na verdade, tomando como pretexto a saga duma família multinacional, Douro e Douríades assume-se como um estudo exaustivo de região duriense, com as suas potencialidades e estrangulamentos, desde o longínquo séc. XVIII até aos nossos dias.
O livro, que sai com a chancela da Bubok, é assim mais um importante contributo para a já consideravelmente vasta bibliografia duriense.
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HOMENAGEM A LUÍSA DACOSTA |
O Grémio Literário Vila-Realense dedicou este ano a comemoração do Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses (16 de Março) à figura da escritora vila-realense Luísa da Costa, nascida em Vila Real em 1927 e actualmente residente em Matosinhos, autora de uma obra muito vasta e diversificada, de qualidade literária unanimemente reconhecida pela crítica. A homenagem teve dois momentos. Às 17h30, foi descerrada uma placa na rua onde nasceu (Cândido dos Reis), em que se pode ler um excerto do livro de contos Província, evocando essa mesma rua nos anos da juventude da Escritora. Às 21h00, a Dr.ª Maria Hercília Agarez fez uma palestra sobre Luísa Dacosta no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. No final, a Escritora leu um belo texto de natureza diarística, de sua autoria.
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XXVIII PRÉMIO DE POESIA ‘CIDADE DE OURENSE’ |
 Foi já divulgado o regulamento do XXVIII Prémio de Poesia ‘Cidade de Ourense’, aberto, como se sabe, a originais em galego e português. Ao trabalho vencedor será atribuída a importância de 6.000 € mais a publicação da obra. O prazo para concorrer termina às 14h00 do dia 30 de Abril de 2012, devendo os trabalhos ser entregues, directamente ou por correio registado, no Axuntamento de Ourense. Os concorrentes portugueses podem, se o desejarem, entregar aos seus trabalhos no Grémio Literário Vila-Realense. REGULAMENTO
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NOVO LIVRO DE ISABEL MATEUS |
 O novo livro de Isabel Mateus (Moncorvo, 1969) ― Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal (primeiro volume da colecção bilingue "Portuguese Insights", da Inglaterra) ― reúne doze histórias extraídas de Outros Contos da Montanha, de sua autoria e traduzidas para inglês por Patricia Odber de Baubeta, Professora na Universidade de Birmingham.
Os contos foram escolhidos devido à visão privilegiada que oferecem acerca do modo de vida no meio rural português, durante e após o Estado Novo, e enfoque dado ao papel e ao estatuto da mulher numa sociedade assente sob o modelo institucional do patriarcado.
O livro está disponível no sítio da autora (www.isabelmateus.com), onde é possível descarregar gratuitamente o índice, o prefácio e a introdução de Patricia Odber de Baubeta, bem como o conto "A Rebusqueira" / "The Gleaner"; na Gráfica de Coimbra 2 (
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); e em Amazon (Europa) e EBay (EUA, Canadá e Austrália).
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Jorge Lage (Chelas, Mirandela, 1948), um estudioso de que conhecemos trabalhos importantes sobre a castanha e sobre as maias, publicou recentemente uma recolha de linguagem popular mirandelense, Falares de Mirandela. Esta publicação vem aliás na sequência de outra obra de carácter similar, esta colectiva, em que Jorge Lage também participou ao lado de Jorge Golias, João Rocha e Hélder Rodrigues, intitulada Mirandelês. As duas publicações são editadas pelo Município de Mirandela, que assim demonstra estar atenta à urgência da salvaguarda da cultura popular.
Falares de Mirandela apresenta uma vasta recolha de termos e locuções usadas pelo povo e constitui um repositório que não pode ser ignorado por quem dedique atenção ao fenómeno da linguagem popular trasmontana ― um tesouro cultural em perigo de acelerada extinção.
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LE ILLEGGIBILI PAGINE DELL’ACQUA |
 Foi recentemente apresentada no Grémio Literário Vila-Realense, a antologia poética de A. M. Pires Cabral, Le illeggibili pagine dell’acqua, acabada de publicar em Itália em edição bilingue. Trata-se de um conjunto de 30 poemas retirados de quase todos os livros de poesia do Autor, vertidos para italiano por Giorgio de Marchis, da Universidade Roma 3, que esteve presente na sessão de apresentação. O conhecido lusófilo assina igualmente uma breve introdução à antologia.
Do breve texto da badana, transcrevemos: «Poeta, drammaturgo, romanziere e traduttore, A. M. Pires Cabral è uno degli autori più sobri e interessanti del panorama letterario portoghese. La sua poesia […] evoca un mondo ormai sconfitto, cogliendo però nelle più umili cose e nel pudore agricolo l’ardua lezione di una disciplina rigorosa in grado di resistere al degrado del mondo.»
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 Chegou-nos às mãos a 2.ª edição de O Porto do meu tempo, antologia de textos de João de Araújo Correia sobre aquela que ele de algum modo considerava a sua cidade. A edição é da responsabilidade da Fundação Eng.º António de Almeida, e a responsabilidade da edição cabe a João de Araújo Correia (Filho, também já falecido) e José Viale Moutinho. Este último assina igualmente uma sugestiva introdução, onde se inclui uma pequena entrevista com o escritor.
Os textos são retirados de diversas obras do grande mestre duriense e, na sua maioria, evocam figuras gradas da pedagogia, da ciência e da arte. Mas o Porto é sempre o cenário destes textos. Na verdade, João de Araújo Correia confidencia algures: «Não nasci no Porto. Mas, tenho-lhe tanto amor como se ali nascesse. Nada do que interesse ao Porto me desinteressa mim.» E também: «Ir ao Porto [...] é sempre uma festa para o duriense.»
Deste amor e desta festa fala eloquentemente O Porto do meu tempo.
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«A SUPER-REALIDADE» EM SEGUNDA EDIÇÃO |
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A super-realidade, segundo livro de poemas de Rui Pires Cabral, saído pela primeira vez em Vila Real, em 1995, acaba de aparecer em segunda edição, com a chancela da Língua Morta, uma nova editora de Lisboa.
Segundo advertência do Autor, para esta edição, alguns poemas foram emendados e outros pura e simplesmente eliminados.
Restaram vinte e seis poemas de pendor evocativo de lugares e momentos que fazem parte da memória do Autor, em que o registo dominante é o de um certo pessimismo e desencanto ante a falta de sentido da existência e a sensação de que não é possível recuperar o passado onde, apesar de tudo, houve instantes de felicidade e partilha: «[...] Um lago no alto da serra / há quinze anos atrás, os cães que já morreram / correndo para sempre no nosso olival. // Depois disso veio o frio tantas vezes / para trancar as cancelas. // Já colhemos as amoras todas / no verão desses caminhos.»
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A. M. Pires Cabral volta à poesia com Cobra-d’água, volume acabado de sair na Cotovia.
O livro está dividido em dois blocos, “Sarabanda” e “Requiem”, em que respectivamente o poeta exprime as suas inquietações em torno de Deus e da morte.
Entretanto, sairá muito em breve em Itália, na conhecida editora Bibliopolis, a antologia Le illeggibili pagine dell’acqua, poemas escolhidos de A. M. Pires Cabral traduzidos para italiano por Giorgio de Marchis, que assina também uma nota introdutória à poesia do autor.
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