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António Sá Gué

24 março 2009, 4:18 pm

O Grémio Literário Vila-Realense acaba de receber três obras deste autor trasmontano que, confessamos, desconhecíamos por completo até há poucos dias. As obras em causa são Fantasmas de uma revolução e As duas faces da moeda, romances, e Contos dos montes ermos.
António Sá Gué, natural de Carviçais (Torre de Moncorvo), onde nasceu em 1959, é uma agradável surpresa, pelo vigor da sua prosa e pela fluidez e desenvoltura da sua arte narrativa. O livro de contos, de temática rural, vale igualmente pela utilização da linguagem popular da Terra Quente Transmontana.

Manuel Cardoso: segundo romance

24 março 2009, 4:22 pm

O escritor macedense Manuel Cardoso, revelado em 2007 com o romance Um tiro na bruma, cuja publicação aqui saudámos na altura, volta ao romance com O segredo da Fonte Queimada, uma obra de mistério e suspense, publicada pela Sopa de Letras, tendo por figura central o célebre Dr. Mirandela, autor de um não menos célebre Aquilégio médico. No promocional, lê-se: "Na biblioteca de um velho capitão solitário figura um livro raro escrito por um médico de D. João V. Que segredos encerrará esse Aquilegio Medicinal sobre as fontes e águas de Portugal? E que águas e fontes serão verdadeiramente aquelas a que se refere o seu autor? É o que nos propõe descobrir Manuel Cardoso nesta aliciante viagem no tempo até ao Portugal do século XVIII."


O Grémio Literário promoveu a apresentação do livro em Vila Real, no dia 21 de Abril, às 21h30. Apresentou a Prof.ª Maria da Assunção Anes Morais.

José Carlos Barros premiado

21 abril 2009, 10:02 am

O poeta trasmontano José Carlos Barros (natural de Boticas e residente em Vila Real de Santo António) venceu a edição deste ano do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, organizado pela Câmara Municipal de Setúbal.
O livro Os Sete Epígonos de Tebas foi escolhido, entre 144 outras obras a concurso, por um júri composto por Joaquim Cardoso Dias, João Candeias e Ruy Ventura.
Além da obra agora premiada, José Carlos Barros é autor dos seguintes livros de poesia: Pequenas Depressões (em colaboração com Otília Monteiro Fernandes – 1984); Uma Abstracção Inútil (1991); Todos os Náufragos (1994); Teoria do Esquecimento (1995); As Leis do Povoamento (1996); e Las Moradas Inútiles (edição bilingue português/castelhano, 2007).

“Cafeína”, de Fernando Mascarenhas

6 maio 2009, 2:25 pm
cafeina O segundo romance de Fernando Mascarenhas, Cafeína, foi apresentado em 27 de Abril passado, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, terra da naturalidade do Autor. Apresentou A. M. Pires Cabral.
Cafeína é a continuação de O sabor da marmelada fresca, publicado em 2008. As personagens são comuns e a história iniciada no primeiro romance prolonga-se agora em Cafeína. O primeiro romance tinha algo de Bildungsroman, em que a personagem central, João, fazia a sua aprendizagem e a sua preparação para a vida, nos aspectos mental, intelectual, ético, social, sentimental e sexual. Faltava a aprendizagem da dor e do sofrimento, que é agora o tema central de Cafeína, não obstante o seu final em happy-end.
Romance bem estruturado, de leitura aliciante, situa-se historicamente em torno do ante e pós-25 de Abril, de cujas convulsões constitui um testemunho eloquente.
A chancela é da Papiro Editora.

“Passagens e afectos”, de João de Deus Rodrigues

6 maio 2009, 2:30 pm
passagem_afectos João de Deus Rodrigues, natural de Morais, Macedo de Cavaleiros, e residente na Charneca de Caparica, sai a lume com o seu quinto livro, Passagens e afectos, publicado com a chancela da Tartaruga, que assim continua a apostar na edição de escritores trasmontanos e alto-durienses.
Anteriormente, o Autor tinha publicado dois estudos de natureza histórica e etnográfica, bem como O clamor dos Campos (poesia) e Histórias maravilhosas da Terra Quente (contos).
O livro agora aparecido colige cinquenta poemas, organizados em nove secções, mais dois poemas em jeito de introdução. Pedro Teixeira da Mota assina um prefácio em que comenta a poesia do Autor.

Viajar com… António Cabral

6 maio 2009, 2:31 pm
antonio_cabral3 Foi apresentado, no passado dia 30 de Abril, pelas 21h30, o mais recente caderno da II Série de Viajar com…, da Direcção Regional de Cultura do Norte. É dedicado a António Cabral, o grande poeta do Douro, falecido em 2007. Tem texto de A. M. Pires Cabral, fotografias de António Pinto, design de Helena Lobo e coordenação geral de João Luís Sequeira Rodrigues.
A sessão de apresentação, promovida pela DRCN com a colaboração do Grémio Literário Vila-Realense, teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Iniciou-se com palavras da Directora Regional, Dr.ª Helena Gil, seguindo-se a visualização de algumas imagens durienses e outras relativas ao quotidiano do poeta. Finalizou a sessão o autor do texto, evocando a figura de homem e de escritor de António Cabral.

Alexandre Parafita: bibliografia cresce

15 maio 2009, 3:55 pm
parafita Alexandre Parafita, que é já o nosso mais fecundo autor de literatura infanto-juvenil baseada nas tradições populares trasmontanas e alto-durienses, acaba de acrescentar um novo título à sua já longa bibliografia: Ardínia, a moura que morreu por amor.
A lenda dos amores de Ardínia e Dom Tedo, uma das mais belas da região duriense, saiu a lume na Editora Meiosdarte e tem ilustrações de Ana Lúcia Pinto, tendo sido apresentada no dia 16 de Maio, às 11h00, no Centro Tecnológico de S. João da Madeira.
O Autor é doutorado em Cultura Portuguesa, investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa e membro da equipa de investigação incumbida de realizar o “Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português”, no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Feira do Livro do Porto homenageia Luísa Dacosta

18 maio 2009, 9:13 am
dacosta Luísa Dacosta é este ano a figura literária homenageada pela Feira do Livro do Porto. A escritora, que vive em Matosinhos, é natural de Vila Real. Uma das figuras femininas mais prestigiadas de sempre da literatura nacional, autora de uma obra vasta e diversificada, de que se distinguem os títulos de ficção e também de literatura infanto-juvenil, fora já em 2002 distinguida com o Prémio “Uma Vida, uma Obra”, instituído pela Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Licenciada em Histórico-Filosóficas, é também autora de uma importante obra de natureza didáctica. Estreou-se em 1955 com o livro de contos Província. A sua bibliografia conta hoje mais de trinta títulos, muitos deles tendo como tema a mulher e seus problemas específicos, na linha de Irene Lisboa, reflectindo uma perspectiva feminista moderna e arejada.

“Grande Cancioneiro do Alto Douro”: terceiro Volume

20 maio 2009, 12:02 pm
altino_cardoso Altino Cardoso apresentou no dia 18 de Maio de 2009, no Museu do Douro, Peso da Régua, o terceiro volume do seu Cancioneiro do Alto Douro.
Tal como os dois anteriores, é um grosso volume de 640 páginas, em que o Autor coligiu um grande número de cantigas populares alto-durienses (letra e notação musical).
Procede, além disso, à datação histórica de muitas das cantigas, situando-as num contexto que remonta ao Galego-português, através dos vestígios das Cantigas de Amigo populares (séc. XII); mas alguns rimances são ainda mais antigos, pois remontam ao tempo de Carlos Magno (séc. VIII).
Estuda ainda a poética das letras das cantigas, numa perspectiva estética e histórica, etnográfica e sociológica.
A obra tem merecido as melhores referências por parte dos especialistas.

Espaço Padre Fontes

22 maio 2009, 12:01 pm
padre_fonte Lemos na imprensa que a Câmara Municipal de Montalegre deliberou homenagear o P.e António Lourenço Fontes, dando o nome de ‘Espaço Padre Fontes’ ao Ecomuseu do Barroso. Esta importante estrutura cultural será inaugurada no dia 9 de Junho (feriado municipal).
O P.e  Lourenço Fontes é um etnógrafo de reconhecidos méritos, que muito tem lutado pela divulgação dos valores da cultura tradicional barrosã, quer através de escritos, como os dois volumes da Etnografia transmontana, quer da organização de eventos regulares, alguns dos quais chamam a Vilar de Perdizes milhares de forasteiros, como e o caso do Congresso de Medicina Popular.
Esta homenagem é pois um reconhecimento do trabalho e da dedicação do P.e Fontes em prol da região do Barroso que o Grémio Literário Vila-Realense saúda vivamente