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Bento da Cruz: “Prolegómenos II”

2 junho 2009, 4:06 pm
prolegomenos Bento da Cruz, o mais conhecido escritor barrosão, volta a publicar. Desta vez é o segundo volume de Prolegómenos II – Crónicas de Barroso. É uma segunda série daquelas frescas e saborosas crónicas de temática rural, publicadas no próprio jornal que o Escritor dirige, Correio do Planalto. Tal como primeiro volume, traz a chancela da Âncora Editora, de Lisboa.
O livro foi apresentado no dia 5 de Junho de 2009, pelas 21h30, no Ateneu Comercial do Porto.
Fez a apresentação o Dr. José Machado, poeta, actor e professor de literatura.
Lembramos que Bento da Cruz, natural de Peirezes, Montalegre, é autor de dezenas de livros, especialmente de romance e conto, quase todos tomando por referente a realidade humana e física em que o Autor nasceu.

E morreram felizes para sempre

17 junho 2009, 2:38 pm
e_morreram No passado dia 15 de Junho, foi feita a apresentação de mais um livro de Carla Ribeiro no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, em sessão organizada pelo Grémio Literário Vila-Realense.
A obra em questão é uma colectânea de contos, com o sugestivo, promissor e provocatório título de E morreram felizes para sempre. Saiu com a chancela da HM Editora. Apesar de contar apenas 23 anos de idade, este é já o nono título que Carla Ribeiro dá à estampa, entre poesia, romance e conto.
E morreram felizes para sempre é constituído por oito contos, na maioria curtos, de ambiência gótica, a fazer lembrar um pouco os contos de mistério e terror de Edgar Allan Poe.

RUI PIRES CABRAL: “ORÁCULOS DE CABECEIRA”

26 junho 2009, 3:28 pm
oraculos Rui Pires Cabral (Macedo de Cavaleiros, 1967) acaba de publicar mais um livro de poesia: Oráculos de Cabeceira (edição da Averno, Lisboa), dedicado «aos meus trezentos leitores», com capa e ilustrações de Daniela Gomes, jovem artista vila-realense.
Considerado um dos nomes cimeiros da jovem poesia nacional, Rui Pires Cabral mantém neste livro a qualidade a que já nos habituou. É uma poesia marcada pelo desencanto e pela busca de sentido para a vida, em que o autor projecta os seus medos e angústias com grande autenticidade e total ausência de pose e afectação – e esta será uma das razões por que os seus poemas nos tocam tanto.
Um dos primeiros poemas abre assim: «Ontem choveu sem descanso / e fizemos tudo mal. São dias / de pedra e aço – alguém sabe / onde nos levam? (…)» Está dado o mote: o resto do livro são magníficas glosas deste mote.

BARROSO DA FONTE: LIVRO DE POLÉMICA

6 julho 2009, 4:33 pm
barroso_fonte Barroso da Fonte, um dos mais fecundos autores trasmontanos, autor de perto de quatro dezenas de títulos (poesia e estudos de diversas naturezas) e muitas centenas de artigos na imprensa, acaba de dar à estampa um livro de polémica, justamente intitulado Afonso Henriques: Um rei polémico (edição conjunta da Âncora Editora e Editora Cidade Berço), em que contesta a opinião de Almeida Fernandes (aliás um reputado medievalista nascido em Britiande, Lamego), segundo a qual D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu.
Armando-se de abundante documentação, Barroso da Fonte insiste na tese mais ou menos consensual do nascimento do nosso primeiro rei em Guimarães (tese que aliás o próprio Almeida Fernandes expendera anteriormente).
Nesta sua mais recente publicação, Barroso da Fonte mostra que nada perdeu da agilidade da sua prosa e sobretudo da combatividade e energia com que defende os seus pontos de vista.
Sobre a bondade da sua tese, que se pronunciem os especialistas.

ROMANCE DE ESTREIA

13 julho 2009, 4:13 pm
emilio_miranda Emílio Miranda, nascido em 1966 em Angola de pais trasmontanos, acaba de publicar o seu romance de estreia, A princesa do Corgo.
É um romance que tem por ambiente Vila Real – não a actual, mas a da fundação dionisina. O subtítulo (Mistérios e lendas de Vila Real de Panóias) o confirma. De facto, é uma obra que, não sendo propriamente de natureza histórica, se enquadra num momento histórico bem definido: o da fundação de Vila Real.
Emílio Miranda oferece neste livro uma história que prende o Leitor, escrita com notável correcção de linguagem.
O livro foi apresentado ao público no dia 24 de Junho, adequadamente no Museu da Vila Velha, já que é justamente a Vila Velha cenário de grande parte do romance.
O Autor tem já pronto para publicação novo romance, Teppô-Ki – O livro dos mosquetes, de ambiência nipónica.

ANA GONÇALVES: SEGUNDO LIVRO

26 julho 2009, 12:30 pm
ana_goncalves Ana Gonçalves (Bragança, 1988) tinha já feito a sua estreia literária em 2008, com o romance Ópera de Cristal. Reaparece agora com um livro de poesia, Simplesmente eu, publicado pela Corpos Editora e avalizado pela World Art Friends.
Muito jovem ainda, a sua escrita poética tem naturalmente qualquer coisa de ingenuamente adolescente no modo como reflecte as emoções, desilusões, anseios e revoltas da autora, mas tem igualmente uma intensidade e sinceridade assinaláveis.
O livro foi apresentado no dia 22 de Julho de 2009, em sessão organizada pelo Grémio Literário Vila-Realense. Apresentou Henrique Morgado, que fez notar um certo tom geral disfórico nos poemas de Ana Gonçalves e incitou a autora a prosseguir na escrita, dando-a como exemplo a seguir pelos jovens que tanto maltratam a língua portuguesa e manifestam total desinteresse pela actividade literária.

ANTÓNIO CABRAL DISTINGUIDO

26 julho 2009, 12:32 pm
antonio_cabral António Cabral acaba de ser distinguido pela Câmara Municipal de Vila Real, a título póstumo, com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal.
Do texto justificativo da atribuição, respigamos: «É unanimemente considerado um dos maiores poetas do Douro. É autor de dezenas de livros, de poesia, romance, teatro e ensaio. Deixou além disso centenas de artigos dispersos por inúmeras publicações.»
O Grémio Literário Vila-Realense congratula-se com este reconhecimento da envergadura intelectual e cultural de António Cabral no nosso panorama literário.
Lembramos que já em 1990 a Câmara Municipal de Vila Real havia galardoado o poeta com a Medalha de Prata de Mérito Municipal e que, em 2008, atribuiu o seu nome a uma artéria da cidade – justamente a rua em que vivia à data do seu falecimento.

JORNAL DOS POETAS & TROVADORES

26 julho 2009, 12:34 pm
poetas_trovadores Como sempre, numa generosa oferta do seu Director, o escritor e editor João Barroso da Fonte, chegou-nos às mãos mais um número – o 49 – do Jornal dos Poetas e Trovadores (Trimensário informativo, literário, artístico & burlesco, lê-se em subtítulo).
O Jornal dos Poetas e Trovadores, sempre muito bem informado sobre a saída de novos livros, é de uma utilidade extrema para o Grémio Literário Vila-Realense, na medida em que o ajuda, e muito, a manter os seus ficheiros actualizados.
Neste número lemos cativantes referências – que muito agradecemos – a iniciativas do Grémio Literário Vila-Realense.
Numa local referente à vida do jornal, diz-se: «Queremos chegar aos 30 anos e à edição 50 da nossa inteira responsabilidade. Depois veremos.» Fazemos votos de que o jornal vá muito além dos 30 anos e do número 50 – sem com isso esquecermos quanto esforço, empenhamento e tenacidade serão para tanto necessários.

Evocação de Otílio Figueiredo

31 agosto 2009, 11:16 am
otilio_figueiredo Passa este ano o centenário do nascimento do médico, escritor, músico, pintor e caricaturista Otílio Figueiredo, ocorrido a 19 de Agosto de 1909.
Assinalando a efeméride, o Grémio Literário Vila-Realense organizou no passado dia 17 de Setembro um programa evocativo, constando de: 18h00 — Descerramento de uma placa na casa onde nasceu (Rua da Misericórdia, n.º 38); 21h30 — Inauguração da Exposição “Os nossos escritores vistos por ...” (Grémio Literário Vila-Realense).

CASA AIRES TORRES

21 setembro 2009, 8:57 am
aires_torres Foi inaugurada em 18 de Setembro de 2009 a Casa Aires Torres, em Parada de Pinhão.
Aires Torres é um poeta natural daquela localidade do concelho de Sabrosa, onde nasceu em 1893. Hoje encontra-se um tanto esquecido, não obstante a qualidade da sua obra e as suas ligações à Renascença Portuguesa. A sua obra é relativamente escassa, limitando-se a dois livros ― Inquietação, de 1925, e Anda às voltas o mundo, de 1946 ― e alguns dispersos. Foi reunida em Obra poética, de 2007, com a chancela das Edições Caixotim.
Para além de poeta, José Augusto Aires Torres foi actor notável, do quadro do Teatro Nacional, militar e aguerrido opositor ao Estado Novo.
O Grémio Literário Vila-Realense felicita a Câmara Municipal de Sabrosa e a Junta de Freguesia de Parada de Pinhão pela iniciativa da criação da Casa Aires Torres.